Inflação começa o ano de 2022 em alta. Confira o que ficou mais caro e mais barato!
Segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no dia 9/2/2023, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, apresentou alta de 0,53% em janeiro, ficando 0,09% abaixo da taxa de dezembro de 2022 (0,62%). Com isso, o indicador acumula alta de 5,77%, abaixo dos 5,79% observados nos 12 meses imediatamente anteriores, representado uma redução do ritmo de alta.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, apenas Vestuário teve variação negativa em janeiro, com queda de 0,27%. Por outro lado, a maior variação veio do grupo Comunicação, com alta de 2,09%, influenciado diretamente pela alta dos subitens TV por assinatura (11,78%) e combo de telefonia, internet e tv por assinatura (3,24%)
O maior impacto veio do grupo composto Alimentação e Bebidas que subiu 0,59%, seguido pelo grupo Transportes, com alta de 0,55%. Confira o percentual dos demais grupos no gráfico a seguir:

O ficou mais caro?
- Com alta de 3,24%, os preços do pacote de telefonia, internet e TV por assinatura apresentaram o maior impacto individual positivo do IPCA no mês.
- Entre os itens de alimentação, houve aumento nos preços da batata-inglesa (+14,14%), do tomate (+ 3,89%), das frutas (+ 3,69%) e do arroz (+ 3,13%).
- Nos Transportes, os combustíveis tiveram alta de 0,68%, puxados pelo aumento nos preços da gasolina (0,83%) e do etanol (0,72%).
- Outros destaques foram os subitens emplacamento e licença (com alta de 1,60%), que agrupou, pela primeira vez, a fração mensal referente ao IPVA de 2023, e automóvel novo (com alta de 0,83%).
E o que ficou mais barato?
- Os itens de alimentação que apresentaram queda foram: a cebola (-22,68%), o frango em pedaços (- 1,63%) e as carnes (- 0,47%).
- O óleo diesel teve queda de 1,40% e o gás veicular caiu 0,85%.
- Os preços dos transportes por aplicativo recuaram 17,03%, após subirem 10,67% em dezembro.
Fontes: Valor Investe e IBGE